"E sempre é bom termos consciência de que dentro de nós há alguém que tudo sabe, tudo quer e age melhor do que nós mesmos".
Emil Sinclair sempre esteve em busca de si mesmo...
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
domingo, 24 de junho de 2018
Acima de tudo
Above all, do not lie to yourself ...
"Acima de tudo, não minta a si mesmo. Aquele que mente a si mesmo e escuta sua própria mentira vai ao ponto de não mais distinguir a verdade, nem em si, nem em torno de si; e assim perde todo o respeito por si mesmo e pelos outros. E não tendo respeito, deixa de amar."
Fiódor Dostoiévski - Os Irmãos Karamazov
Fiódor Dostoiévski - Os Irmãos Karamazov
quarta-feira, 13 de junho de 2018
Sidarta - Herman Hesse
Certa vez um pai de santo me disse que se ele não fosse do candomblé, seria adepto ao budismo, segundo ele, as duas religiões conversam muito entre si. Lendo "Sidarta", de Herman Hesse, acho que pude entender um pouco do que ele quis dizer.A narrativa da vida de Sidarta Gautama até sua consagrada "passagem" para o Nirvana passa por inúmeros percalços e aprendizados, encontros e desencontros, decisões difíceis de serem tomadas. Partindo deste ser iluminado (ou melhor, que está numa constante busca por uma certa "iluminação", que nos é ensinada a todo instante) que temos como protagonista, nos deixamos levar através da doutrina e dos ensinamentos budistas.
Regado a estupêndos diálogos filosóficos cheios de subjetividade, onde você se vê obrigado a reler aquela resposta objetiva e carregada de certeza sobre questões difusas sobre Deus, os deuses, a vida, a morte, a espiritualidade, o amor, a alma, o karma, as ações, os sentidos e sentimentos... Acredito que existem livros que caem em nossas mãos na hora certa, é o caso deste, e que merecesse releituras em diferentes momentos da vida, sem duvida.
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| Herman Hesse |
Para o jornalista e crítico literário Otto Maria Capeaux, a vida de Hesse "foi um caminho de sucessivas autolibertações, através de revoltas do individualista contra a escola, contra a família, contra o cristianismo, contra o estilo burguês de vida, contra a guerra, contra a Europa e contra todos os tabus que o lar, a sociedade, a religião e o Estado querem impor”.
Na época da públicação do romance filosófico, o escritor norte-americano Henry Miller assim o definiu: “Sidarta é, para mim, um medicamento mais eficiente do que o Novo Testamento”. (crédito das citações)
"Antes de mais nada, aperfeçoava-se na arte de escutar, de prestar atenção, com o coração quieto, com a alma receptiva, aberta, sem paixão, sem desejo, sem preconceito, sem opinião".
""Ama as águas! Não te afaste delas! Aprende o que te ensinam" Ah, sim! Ele queria aprender com elas, queria escutar sua mensagem. Quem entendesse a água e seus arcanos - assim lhe parecia - compreenderia muitas outras coisas ainda, muitos mistérios, todos os mistérios".
"Cada qual é diferente e profere o Om a sua maneira peculiar".
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Fahrenheit 451 - Ray Brudbury
Chamado pelo autor de "folhetim barato" e escrito em meio à crises financeiras, o americano Ray Brudbery publicou "Fahrenheit 451" em 1953, que o consolida como escritor de ficção científica. À altura de "1984" de George Orwell, "Admirável mundo novo" de Aldous Huxley, e "Nós" de Ievguêni Zamiátin, o romance distópico faz uma crítica pungente à uma das formas mais ferrenhas do totalitarismo, que é a indústria cultural e a sociedade de consumo.
O livro já foi filmado para os cinemas em 1966 por François Truffault. E graças a nossa amada indústria cultural, a HBO lançou recentemente um trailer da nova adaptação de "Fahrenheit 451", dirigida por Ramin Bahrani e que estreia ainda este ano. Enquanto o filme não vêm, a gente fica matutando sobre o romance, e assistindo ao trailer:
Vale o click:
*As 20 melhores distopias da literatura
*As 20 melhores utopias da literatura
Em tempos que assistimos a ascenção do conservadorismo - temos as falas de Trump, Temer, Bolsonaro e cia - , livros que retratam a utopia (imaginário da realidade acerca de uma sociedade perfeita, uma civilização ideal, imaginária, logo, inalcançável) e distopia (o contrário da utopia, na etimologia da palavra seria algo como "lugar ruim") acabam figurando nas listas de mais vendidos. Talvez o medo do regresso e o temor à determinados discursos reascende a questão do quanto podemos ser controlados, e mal nos darmos conta disso.
Ambientada numa cidade americana não futurista, mas sombria e opressiva, que alude aos tempos em vivemos, os livros representam uma ameaça ao sistema e são totalmente proibidos, onde bombeiros não apagam incêndios, mas inceideiam livros e bibliotecas. Nas residências os aparelhos de televisão chegam a ocupar uma parede inteira, permitindo às pessoas que façam transmissão umas com as outras.
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| O escritor de ficção científica Ray Bradbury |
“Você precisa entender que nossa civilização é tão vasta e agitada que não podemos permitir que nossas minorias sejam transtornadas e agitadas. Pergunte a si mesmo: O que queremos neste país, acima de tudo? As pessoas querem ser felizes, não é certo? Não foi o que você ouviu durante toda a vida? Eu quero ser feliz, é o que diz todo mundo. Bem, elas não o são? Não cuidamos para que sempre estejam em movimento, sempre se divertindo? É para isso que vivemos, não acha? Para o prazer, a excitação? E você tem de admitir que nossa cultura fornece as duas coisas em profusão”.
Neste cenário vivemos os dilemas do bombeiro Guy Montag, que após conhecer sua vizinha Clarice, que questiona o mundo à sua volta, acaba se insurgindo contra a política vigente. Com ele acompanhamos um diálogo inebriante com Beatty, chefe dos bombeiros e antagonista da trama, que cita Shakespeare de cabeça mas defende o extermínio dos livros, que na sua visão são prejudiciais aos humanos por trazer questões negativas e angustiantes.
| Primeira adaptação de "Fahrenheit 451" por François Truffaut |
“Não se pode garantir coisas como essas! Afinal de contas, quando tivéssemos todos os livros de que precisaríamos, ainda teríamos que encontrar o precipício mais alto de onde nos atirar. Mas o fato é que precisamos de uma pausa para tomar fôlego. Precisamos de conhecimento. E talvez em mil anos possamos escolher precipícios menores de onde saltar. Os livros servem para nos lembrar o quanto somos estúpidos e tolos. São o guarda pretoriano de César, cochichando enquanto o desfile ruge pela avenida: ‘Lembre-se, César, tu és mortal.’ A maioria de nós não pode sair correndo por aí, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo. Não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, estão no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está num livro. Não peça garantias. E não espere ser salvo por uma coisa, uma pessoa, máquina ou biblioteca. Trate de agarrar sua própria tábua e, se você se afogar, pelo menos morra sabendo que estava no rumo da costa.”
O livro já foi filmado para os cinemas em 1966 por François Truffault. E graças a nossa amada indústria cultural, a HBO lançou recentemente um trailer da nova adaptação de "Fahrenheit 451", dirigida por Ramin Bahrani e que estreia ainda este ano. Enquanto o filme não vêm, a gente fica matutando sobre o romance, e assistindo ao trailer:
Vale o click:
*As 20 melhores distopias da literatura
*As 20 melhores utopias da literatura
domingo, 14 de janeiro de 2018
Meu destino é pecar - Nelson Rodrigues
"Meu destino é pecar" é um romance escrito por Nelson Rodrigues em 1944, inicialmente como folhetim no periódico Jornal, quando coordenava os Diários Associados de Assis Chateaubriand, e depois publicado pela Edições o Cruzeiro em livro. Em 1952, Manuel Pelufo levou a obra para o cinema, a primeira adaptação de um livro do autor. Trinta anos depois, foi exibida como minissérie pela Rede Globo em horário nobre.
Sob o pseudônimo de Suzana Flag, Nelson nos traz a história de Leninha, que vive na pacata fazenda de Santa Maria, e é obrigada a se casar com Paulo, um viúvo que gosta de beber, para salvar financeiramente sua família. Vivendo num relacionamento conturbado e sem amor, Leninha sofre nas mãos do marido, e em seu amor platônico pelo seu cunhado, Maurício; compartilhamos sua raiva, angústia e desespero à todo instante.
Talvez pelo fato de ter sido publicado como um folhetim - as tiragens do Jornal passaram de três para trinta mil -, tem muitas reviravoltas no romance, a cada capítulo acontece um fato novo te instigando a ler o próximo. Porém achei maçante, tedioso. É a persoagem que morre, depois está viva, aí vem a morrer de novo, é o casal que se ama e deixa de se amar rapidamente. Os personagens são rasos, não sabem o que querem nem o que vai no coração, mudam de sentimento constantemente para dar continuidade no enredo da história.
E as tacadas machistas são hediondas... São mulheres que agridem elas mesmas, num romance "feito" para mulheres, porém que não é escrito por uma! Aqui vale lembrar o contexto que foi escrito e a fama contraditória do autor, que dizia "que elas gostam de apanhar", ou "Só as mulheres loucas podem amar e ser amadas...", esta última frase saída deste mesmo livro, que é uma banalidade sem fim... Mas é de quem é.
Sob o pseudônimo de Suzana Flag, Nelson nos traz a história de Leninha, que vive na pacata fazenda de Santa Maria, e é obrigada a se casar com Paulo, um viúvo que gosta de beber, para salvar financeiramente sua família. Vivendo num relacionamento conturbado e sem amor, Leninha sofre nas mãos do marido, e em seu amor platônico pelo seu cunhado, Maurício; compartilhamos sua raiva, angústia e desespero à todo instante.
Talvez pelo fato de ter sido publicado como um folhetim - as tiragens do Jornal passaram de três para trinta mil -, tem muitas reviravoltas no romance, a cada capítulo acontece um fato novo te instigando a ler o próximo. Porém achei maçante, tedioso. É a persoagem que morre, depois está viva, aí vem a morrer de novo, é o casal que se ama e deixa de se amar rapidamente. Os personagens são rasos, não sabem o que querem nem o que vai no coração, mudam de sentimento constantemente para dar continuidade no enredo da história.
E as tacadas machistas são hediondas... São mulheres que agridem elas mesmas, num romance "feito" para mulheres, porém que não é escrito por uma! Aqui vale lembrar o contexto que foi escrito e a fama contraditória do autor, que dizia "que elas gostam de apanhar", ou "Só as mulheres loucas podem amar e ser amadas...", esta última frase saída deste mesmo livro, que é uma banalidade sem fim... Mas é de quem é.
Cem maneiras de amar Neruda
Pablo Neruda é um gênio, sabe por em palavras o que vai no coração como ninguém. Li somente "Os versos do capitão" há um bom tempo, daí não teve como não se apaixonar. Acho que ele esteve muito próximo de saber mesmo o que era amor, não sei... No minímo, sei que se alguém nos amasse como Matilde o foi, já teria valido a pena viver.
"Cem sonetos de amor" é divido em "manhã", "meio-dia", "tarde" e "noite". Diante das palavras ínfimas deste réles mortal que vos fala, deixo-os com quatro sonetos deste poeta magistral.
Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
XLVI
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não querer-te chego,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero.
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
Nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor, a sangue e fogo.
XCIII
se algo deixa de andar ardendo por tuas veias,
se tua voz em tua boca se vai sem ser palavra,
se tuas mãos se esquecem de voar e dormem,
Matilde, amor, deixa teus lábios entreabertos
porque esse último beijo deve durar comigo,
deve ficar imóvel para sempre em tua boca
para que assim também me acompanhe em minha morte.
Morrerei beijando tua louca boca fria,
abraçando o cacho perdido de teu corpo,
e buscando a luz de teus olhos fechados.
E assim quando a terra receber nosso abraço
iremos confundidos numa única morte
a viver para sempre de um beijo a eternidade.
sábado, 13 de janeiro de 2018
A solidão não nos ensina nada
"Você nada aprendeu, exceto que a solidão não ensina nada, que a indiferença não ensina nada.
Você estava só, e queria queimar as pontes entre você e o mundo. Mas você é tão pouca coisa […] A indiferença é inútil. Sua recusa é inútil. Sua neutralidade não tem sentido… O mundo mudou, mas você não. A indiferença não o tornou indiferente. Você não está morto, você não enlouqueceu. Não há maldição que paira sobre você. Não há corvos sinistros para comer os seus olhos, ao abutre não foi atribuída a tarefa indigesta de comer o seu fígado manhã, tarde e noite. Ninguém está condenado e você não cometeu qualquer crime. Tempo, que tudo rege, proporcionou a solução, apesar de você mesmo.
O tempo, que sabe a resposta, continua a fluir. É um dia como este, um pouco mais tarde, um pouco mais cedo, que tudo recomeça, que tudo começa, que tudo continua."
– Georges Perec.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Gente pobre é caprichosa...
O que fica em evidência na obra, é o progresso no estilo das cartas de Makar Diévuchkin, funcionário menor de uma repartição pública de Petersburgo (logo, pouco iletrado) trocadas com sua vizinha Varvara Alieksiêievna, uma jovem órfã injustiçada, que elucida seus sentimentos e transtornos através da troca de missivas e um diário pessoal:
"(...) E então pensei que pessoas como nós, Várienka, que vivem sempre em meio a tribulações e sobressaltos, também deveriam invejar a felicidade despreocupada e inocente das aves do céu. "
"(...) acontece mesmo de a pessoa viver sem saber que ali, do lado dela, tem um livro no qual toda a sua vida está exposta como os dedos da mão. E coisas que antes, por si mesma, não havia sido capaz de adivinhar; aí, assim que começa a ler num livro desses, já por si mesma vai aos poucos recordando, descobrindo e adivinhando tudo. "
Influenciado pela escola literária vigente na época - que fazia alusão ao protesto social, e criticava as condições de injustiça que a população russa vivia - Dostoiévski vai fundo na crítica social, na análise do porquê de uns serem determinados a mandar, àquele a obedecer. A religião e a figura de Deus também é um forte alento para àquela população desfavorecida.
"(...) uma pessoa pobre é pior que um trapo e não é digna de nenhum respeito da parte de ninguém. Porque num homem pobre, na opinião deles, tudo deve estar virado do avesso; porque ele não deve ter nada de secreto, nenhuma vaidade que seja, de jeito nenhum! (...) até mesmo a caridade é feita de um modo esquisito. "
"E depois a gente rica não gosta de ouvir os pobres se queixando de sua má sorte - dizem que incomodam, que são impertinentes! a pobreza é sempre impertinente mesmo - talvez porque seus gemidos famintos lhes perturbem o sono!"
A partir do meio do livro em diante, Makar expõe sua visão sobre os contos "O Capote" e "O chefe da estação", de Gogól e Púchkin, respectivamente, influenciadores convictos da literatura russa. Apesar de criticar contundentemente a sociedade russa da época, se trazermos para a atualidade esse romance atemporal, podemos verificar como os pobres e a classe baixa são vistos pela grande mídia, de maneira hedionda, servil, e inapta à privacidade.
Através dos acontecimentos da morte de um personagem, da pobreza infantil, de empréstimos frustrados, e de um casamento inesperado, Dostoiévski se mantém cético e realista até a última linha do livro, e dá indícios do que estaria por vir: um autor extremamente engajado com a alma humana, que a destrincha perfeitamente, planando nos opostos de liberdade e opressão como ninguém.
Pra finalizar, outras pérola deste autor que também influenciou o niilismo: "Tenha fé em Deus. Ele há de fazer com que tudo se arranje para melhor. "
O mistério das bolas de gude - Gilberto Dimenstein

Em “O mistério das bolas de gude” (editora Papirus, 2006, págs. 192, R$13 à R$30), Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro – que já foi radialista na CBN, colunista na Folha de S. Paulo, criador da Escola Aprendiz e do portal Catraca Livre – percorre sobre dois temas atuais: a invisibilidade e o pertencimento. Em seu oitavo livro, o autor também defende a importância que o jornalismo comunitário tem na sociedade, como veículo de quem não tem lugar de fala.
Fruto de mais de 16 anos de investigações jornalísticas e registro de viagens e entrevistas, Dimenstein narra as histórias verídicas de mulheres, homens e crianças, vítimas de um sistema degradante e um poder público que só visa a continuação deste mesmo sistema.
São traficantes, dependentes químicos, prostitutas, moradores de rua, crianças abusadas sexualmente, portadores de HIV, mães adolescentes, chefes de facções criminosas. Acompanhando o depoimento dos entrevistados e divulgando dados estatísticos assustadores, o jornalista aponta o quanto a violência e a pobreza fazem com que essas pessoas busquem rotas de fugas para sobreviver, e reproduzem ainda mais o lugar em que estão: invisíveis, às margens da sociedade.
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| Jornalista e autor - Gilberto Dimenstein |
Comparando os índices de criminalidade de Nova York e São Paulo, o autor quebra estigmas e a cidade participa como personagem na narrativa. O contraste social fica nítido quando o autor observa bairros como Luz, Sé, Carandiru, e faz a distinção entre ricos e pobres no Brooklyn, Paulista e Vila Madalena (bairro que reside o autor), chamando de “resistência encravada em um local de 1,5 km² e 20 mil habitantes”, São Paulo é palco para do anonimato que clama por anseios.
Também como protagonistas, surgem anônimos que estão dispostos a ajudar os invisíveis citados acima, são voluntários, doutores que se pintam de palhaço, organizações não governamentais, cidadãos que não esperam verbas do governo para investir na educação de crianças e adolescentes em risco social. O livro nos faz questionar à seguinte afirmação: se não faz parte da solução, então faz parte do problema.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Alguns poemas de Raul Seixas
Apesar dos pesares (1887/1988)
Vou gostar de você
Como gosto do mar
Mergulhar em você
Me perder
Me encontrar.
Ai, como é linda essa vida
Apesar da miséria
Apesar dessa fome
Aquele beijo com gosto de coca
O meu coração bate e toca
Vale a pena viver.
I Need Something (1979)
Yes, I need something
I always need something
If it's a love
Or if it's a drink
Oh hell, i don't know
I just need something.
Eu preciso de alguma coisa
Eu sempre preciso de alguma coisa
Se é um amor
Ou se é um drink
Ó diabo, eu não sei
Só sei que preciso de alguma coisa
Tá faltando alguma coisa
Sempre tá faltando alguma coisa
Se é de mudança
Se é de esperança
Ó diabo, não sei
Só sei que tá faltando alguma coisa
Essa insatisfação que a gente sente
Ou solidão permanente
Tem que estar faltando alguma coisa.
(leiam mais aqui)
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Nós e eles
Desde pequenos, somos condicionados, na nossa sociedade patriarcal, a adotar práticas sociais normativas, bem como gêneros binários de homem e mulher. Se não me encaixo num ou noutro, ou tenho uma orientação sexual diferente, estou à margem dessa mesma sociedade. O conceito de homem, “criado” para se tornar uma figura de poder, quase militar, que comanda um determinado grupo, e de mulher, generalizada como sexo frágil, com funções específicas e não tão “racionais” quanto o outro (o contraste com o sexo oposto sempre se faz necessário), fortalece ainda mais políticas de segregação, e relações de poder soberano de um corpo dominante sobre o dominado.

Segundo Odir Berlatto, "... a identidade social é ao mesmo tempo inclusão - pois só fazem parte do grupo aqueles que são idênticos sob certo ponto de vista - e exclusão - visto que sob o mesmo ponto de vista são diferentes de outros". Ao mesmo tempo que afirmo ser algo, estou reafirmando algo que não sou. Quando digo que sou gay, ou negro, confirmo que não sou heterossexual, ou branco.
O brasileiro religioso passa por inúmeras nuances ao longo do nosso imenso território, um adepto do batuque do Rio do Grande do Sul, é totalmente oposto ao candomblecista de São Paulo, ou ao Xangô do Nordeste, mesmo tendo características ou ideais em comum.
Como seguidor de uma determinada religião ou sendo homossexual, nem sempre, mas consequentemente, sou levado a lutar por essas minorias, o grupo com o qual me identifico ou que sigo. Da mesma maneira, se estou envolto no discurso da branquitude, de direitosos ávidos por extermínio da pluralidade cultural e sua própria supremacia elitista, também estou veementemente (e cegamente) defendendo um discurso e lutando para que ele continue a operar.

Segundo Odir Berlatto, "... a identidade social é ao mesmo tempo inclusão - pois só fazem parte do grupo aqueles que são idênticos sob certo ponto de vista - e exclusão - visto que sob o mesmo ponto de vista são diferentes de outros". Ao mesmo tempo que afirmo ser algo, estou reafirmando algo que não sou. Quando digo que sou gay, ou negro, confirmo que não sou heterossexual, ou branco.
O brasileiro religioso passa por inúmeras nuances ao longo do nosso imenso território, um adepto do batuque do Rio do Grande do Sul, é totalmente oposto ao candomblecista de São Paulo, ou ao Xangô do Nordeste, mesmo tendo características ou ideais em comum.
Como seguidor de uma determinada religião ou sendo homossexual, nem sempre, mas consequentemente, sou levado a lutar por essas minorias, o grupo com o qual me identifico ou que sigo. Da mesma maneira, se estou envolto no discurso da branquitude, de direitosos ávidos por extermínio da pluralidade cultural e sua própria supremacia elitista, também estou veementemente (e cegamente) defendendo um discurso e lutando para que ele continue a operar.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Fiódor Dostoiévski - Duas narrativas fantásticas: A dócil e O sonho de um homem ridículo
"O principal é - ame aos outros como a si mesmo, eis o principal, só isso, não é preciso nem mais nem menos: imediatamente você vai descobrir o modo de acertar. E no entanto isso é só - uma velha verdade, repetida e lida um bilhão de vezes, e mesmo assim ela não pegou! "A consciência da vida é superior a vida, o conhecimento das leis da felicidade - é superior a felicidade" - é contra isso que é preciso lutar! E é o que vou fazer. Basta que todos queiram, e tudo se acerta agora mesmo."
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Consumo no Mundo capitalista e globalizado
Os impactos da ação do homem sobre o meio ambiente nos leva a refletir sobre o consumo desenfreado que que foi injetado nas pessoas dos anos oitenta pra cá. As crianças de hoje e nós mesmos vimos algo bem supérfluo na escola sobre sustentabilidade, reciclagem e bons hábitos com o meio ambiente, mas será que isto é posto em prática? De modo geral, a resposta é não.
Recentemente, o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou o êxodo americano no Acordo de Paris, que visa a redução da temperatura da Terra em menos 2 graus célsius e implantação de novas tecnologias para diminuição de poluentes. Com este tipo de presidente liderando a maior economia do mundo, que chama o aquecimento global e o efeito estufa de teorias estapafúrdias, sabemos que fechar a torneira ao escovar os dentes não vale de nada, no mínimo somente para a pseudo-conscientização de cada um de "estou fazendo a minha parte", mas não é só isso.
Partindo do pressuposto que a globalização aumenta em escala global o que o capitalismo fazia em escala local, as políticas públicas, as decisões dos governantes, e a escolha que fazemos desses mesmos governantes eleitos por nós, a grosso modo, tem que se basear primeiramente na classes mais altas, com impostos ou restrições, e imediatamente, chegando a classe baixa ou abaixo da linha da pobreza, não produzindo comida e alimentos em larga escala, para depois descartá-las, e sim ver seu destino correto, quem irá alimentá-las, dar pra que não tem.
Nunca se consumiu e produziu tanto quanto atualmente, a humanidade levou quase dois mil anos para chegar em um bilhão de habitantes, em um século, esse número quintuplicou . O caminho talvez, não seria criar e produzir novas tecnologias para salvar o meio ambiente, mas por que não, aproveitar o que já temos? O quinto dos R's aqui, é chave pra isso, reduzir cada vez mais. Não precisamos do último Iphone 727Plus²OmegaPower que foi lançado, esse conceito de "carro do ano" tem que cair por terra... pra que desfilar na Paulista com a última peça (que definhou a fauna do nosso país para obter couro) outono inverno, se quando você sair do Itaú um morador de rua pode morrer de hipotermia?
Antes de criar teorias miraculosas sobre redução de consumo, temos que particularmente nos conscientizarmos sobre nós mesmos, dando fim a conceitos de consumo que foram facilmente injetados no cidadão, que no capitalismo. é sinônimo de consumidor.
Recentemente, o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou o êxodo americano no Acordo de Paris, que visa a redução da temperatura da Terra em menos 2 graus célsius e implantação de novas tecnologias para diminuição de poluentes. Com este tipo de presidente liderando a maior economia do mundo, que chama o aquecimento global e o efeito estufa de teorias estapafúrdias, sabemos que fechar a torneira ao escovar os dentes não vale de nada, no mínimo somente para a pseudo-conscientização de cada um de "estou fazendo a minha parte", mas não é só isso.
Partindo do pressuposto que a globalização aumenta em escala global o que o capitalismo fazia em escala local, as políticas públicas, as decisões dos governantes, e a escolha que fazemos desses mesmos governantes eleitos por nós, a grosso modo, tem que se basear primeiramente na classes mais altas, com impostos ou restrições, e imediatamente, chegando a classe baixa ou abaixo da linha da pobreza, não produzindo comida e alimentos em larga escala, para depois descartá-las, e sim ver seu destino correto, quem irá alimentá-las, dar pra que não tem.
Nunca se consumiu e produziu tanto quanto atualmente, a humanidade levou quase dois mil anos para chegar em um bilhão de habitantes, em um século, esse número quintuplicou . O caminho talvez, não seria criar e produzir novas tecnologias para salvar o meio ambiente, mas por que não, aproveitar o que já temos? O quinto dos R's aqui, é chave pra isso, reduzir cada vez mais. Não precisamos do último Iphone 727Plus²OmegaPower que foi lançado, esse conceito de "carro do ano" tem que cair por terra... pra que desfilar na Paulista com a última peça (que definhou a fauna do nosso país para obter couro) outono inverno, se quando você sair do Itaú um morador de rua pode morrer de hipotermia?
Antes de criar teorias miraculosas sobre redução de consumo, temos que particularmente nos conscientizarmos sobre nós mesmos, dando fim a conceitos de consumo que foram facilmente injetados no cidadão, que no capitalismo. é sinônimo de consumidor.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Riscos e consequências do tabagismo no Brasil e no Mundo
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de mortes evitáveis no mundo todo, onde nele habitam 2 bilhões de fumantes. A Organização considera a doença epidêmica, onde existe total dependência psicológica, física, mental e comportamental.
São 6 milhões de mortos por ano, 200 mil só no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o cigarro também é responsável por 90% das mortes relacionadas ao pulmão; a impotência sexual, hipertensão arterial, paradas cardíacas e mesmo o câncer ocorrem frequentemente após o uso á longo prazo.
Visando reduzir ainda mais o consumo de cigarros no país, o Brasil ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco feita pela OMS em 2005. Amparadas pela Lei Antifumo 9.294, de 1996 nas restrições adotadas constavam: a proibição de propagandas em lugares públicos, a sobretaxa de impostos na venda do produto; agentes de fiscalização em comércios, as empresas de tabaco também não podem patrocinar eventos ou shows.
Para obter informações sobre o tabagismo, acesso o INCA, órgão do Ministério da Saúde que executa o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil, ou ligue no Disque Saúde (136). Depois destes números, tranquilizo vocês com o som deste clássico:
São 6 milhões de mortos por ano, 200 mil só no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o cigarro também é responsável por 90% das mortes relacionadas ao pulmão; a impotência sexual, hipertensão arterial, paradas cardíacas e mesmo o câncer ocorrem frequentemente após o uso á longo prazo.
Visando reduzir ainda mais o consumo de cigarros no país, o Brasil ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco feita pela OMS em 2005. Amparadas pela Lei Antifumo 9.294, de 1996 nas restrições adotadas constavam: a proibição de propagandas em lugares públicos, a sobretaxa de impostos na venda do produto; agentes de fiscalização em comércios, as empresas de tabaco também não podem patrocinar eventos ou shows.
Para obter informações sobre o tabagismo, acesso o INCA, órgão do Ministério da Saúde que executa o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil, ou ligue no Disque Saúde (136). Depois destes números, tranquilizo vocês com o som deste clássico:
terça-feira, 23 de maio de 2017
Shakespeare
"No mesmo instante em que recebemos pedras em nosso caminho, flores estão sendo plantadas mais longe. Quem desiste não as vê."
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Spotlight: Segredos Revelados
"Spotlight: Segredos Revelados" é um filme denúncia estadunidense lançado em 2015 e que levou o Oscar de "Melhor Filme" e "Melhor Roteiro Original" no ano seguinte. Baseado na investigação feita pela equipe Spotlight do jornal americano The Boston Globe em 2000, rendeu ainda o Pulitzer de prestação de serviços públicos em 2003, um dos maiores prêmios na área de jornalismo e literatura.
Apesar do pouco apelo comercial o filme chamou atenção pela pela premissa que é universal, investigações e escândalos permeiam o gosto do público, ainda mais quando uma delas estiver ligada a uma das maiores instituições religiosas do mundo. O abuso sexual infantil cometido por padres ao longo de décadas e em larga escala atrelado a nequice e obstrução de provas por parte da Igreja Católica, não chega a ser atual como vemos no desenrolar do filme, mas volta aos holofotes quando abordados da maneira correta e com uma conduta ética pelos jornalistas.
Ótimo exemplo de como se fazer o "bom" jornalismo, o novo diretor do Globe se depara com a seguinte questão quando quer acesso a informações sobre os padres em Boston: "quase 70% dos leitores do seu jornal são cristãos, acha mesmo que eles gostariam de ler sobre isso?", ao que o diretor responde: "Acho mesmo que pra eles isso seria interessante", visando o "sistema", a instituição por trás dos crimes, e não casos isolados.

O ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, ofuscou a relevância da notícia neste momento, uma vez que a nação tomada pelo sentimento de comoção e solidariedade, intercede ainda mais pelas figuras religiosas dos papas. Este critério de noticiabilidade, valores fundamentais e valor-notícia fica muito explícito já que vemos aqui a teoria do newsmaking.
Publicado somente no início do ano de 2002, a matéria vem ao público com o título: "A Igreja permitiu abuso por padres durante anos", o êxito da suite começa a ser alcançado, no dia seguinte a redação estava inundada de telefonemas relatando casos de abusos parecidos. Aqui a teoria do agendamento ou agenda setting fica claro, pois dependendo do que a mídia ou jornal veicula, o público num curto, médio ou longo prazo inclui em suas preocupações e conversas diárias.

Estereótipos, cuidado com as fontes, dinamismo, e responsabilidade jornalística de forma independente compõe este drama policial que é uma verdadeira ode ao jornalismo na sétima arte.
Apesar do pouco apelo comercial o filme chamou atenção pela pela premissa que é universal, investigações e escândalos permeiam o gosto do público, ainda mais quando uma delas estiver ligada a uma das maiores instituições religiosas do mundo. O abuso sexual infantil cometido por padres ao longo de décadas e em larga escala atrelado a nequice e obstrução de provas por parte da Igreja Católica, não chega a ser atual como vemos no desenrolar do filme, mas volta aos holofotes quando abordados da maneira correta e com uma conduta ética pelos jornalistas.
Ótimo exemplo de como se fazer o "bom" jornalismo, o novo diretor do Globe se depara com a seguinte questão quando quer acesso a informações sobre os padres em Boston: "quase 70% dos leitores do seu jornal são cristãos, acha mesmo que eles gostariam de ler sobre isso?", ao que o diretor responde: "Acho mesmo que pra eles isso seria interessante", visando o "sistema", a instituição por trás dos crimes, e não casos isolados.

O ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, ofuscou a relevância da notícia neste momento, uma vez que a nação tomada pelo sentimento de comoção e solidariedade, intercede ainda mais pelas figuras religiosas dos papas. Este critério de noticiabilidade, valores fundamentais e valor-notícia fica muito explícito já que vemos aqui a teoria do newsmaking.
Publicado somente no início do ano de 2002, a matéria vem ao público com o título: "A Igreja permitiu abuso por padres durante anos", o êxito da suite começa a ser alcançado, no dia seguinte a redação estava inundada de telefonemas relatando casos de abusos parecidos. Aqui a teoria do agendamento ou agenda setting fica claro, pois dependendo do que a mídia ou jornal veicula, o público num curto, médio ou longo prazo inclui em suas preocupações e conversas diárias.

Estereótipos, cuidado com as fontes, dinamismo, e responsabilidade jornalística de forma independente compõe este drama policial que é uma verdadeira ode ao jornalismo na sétima arte.
domingo, 30 de abril de 2017
Quem é Malala?
Malala é uma menina paquistanesa que mora no Vale do Swat, no dia 9 de outubro de 2012 foi baleado por extremistas do Talibã, a história que comoveu o mundo tomou forma em 2014, quando Malala recebeu o prêmio de Nobel da Paz pela ONU, dando voz as meninas muçulmanas que clamam por educação e direitos para as crianças, e principalmente, as mulheres.
Malala Yousafz nasceu em meio aos golpes militares que assolavam a região do Oriente Médio no ano de 1997, seu nome tem por inspiração a ativista e heroína Malalai de Maiwand, morta num campo de batalha no Paquistão. No decorrer do livro, vemos histórias do dia a dia instável quando se vive numa região de conflito, com a fé que assola os muçulmanos, e quanto essa mesma fé vira extremismo nas mãos de quem "não conhece as verdadeiras histórias de Alá".
As histórias longas e teorias de conspiração vem em grande parte pela jornalista Christina Lamb, junto ao glossário e cronologia do Paquistão ao final. O relativismo cultural é a chave para este livro, quando nos deparamos com algumas ideias ou atitudes de outra região/religião, para discernir também, os verdadeiros adeptos da muçulmana, contra aqueles que buscam nela, uma via para o poder.
Malala Yousafz nasceu em meio aos golpes militares que assolavam a região do Oriente Médio no ano de 1997, seu nome tem por inspiração a ativista e heroína Malalai de Maiwand, morta num campo de batalha no Paquistão. No decorrer do livro, vemos histórias do dia a dia instável quando se vive numa região de conflito, com a fé que assola os muçulmanos, e quanto essa mesma fé vira extremismo nas mãos de quem "não conhece as verdadeiras histórias de Alá".
| Malala Yousafzai faz apelo a educação para todas crianças do mundo em discurso na ONU em 2014 |
O livro é divido em cinco partes Antes do Talibã; O vale da morte; Três meninas, três balas; Entre a vida e a morte e Uma segunda vida, nessas duas últimas, o leitor se prepara para a comoção, onde ela fala o que ocorreu após ser baleada.
As histórias longas e teorias de conspiração vem em grande parte pela jornalista Christina Lamb, junto ao glossário e cronologia do Paquistão ao final. O relativismo cultural é a chave para este livro, quando nos deparamos com algumas ideias ou atitudes de outra região/religião, para discernir também, os verdadeiros adeptos da muçulmana, contra aqueles que buscam nela, uma via para o poder.
(p. 99)
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Espiral de Ilusão - Criolo
Ás 00h00 do dia 28, clamado por lutas e direitos ao longo do dia, Criolo lançou seu quarto álbum de inéditas "Espiral de Ilusão", com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, as 10 faixas fazem esse consagração maravilhosa ao samba brasileiro, não deixando de lado o lado crítico e delicioso do artista.
“quem sou eu pra fazer um disco de samba?”, questiona. "Claro, sou brasileiro, e se eu gosto de samba, e se vou fazer respeitavelmente, não há problema algum. Ao mesmo tempo, acredito que eu tinha que sentir dentro de mim o momento certo de poder me permitir viver isso. Porque é muito sério e é muito forte, não é qualquer coisa, sabe? Música é muito forte e samba é algo muito especial pra nós, pra todo nosso povo, pra nossa cidade, pra minha família. Mas não tem como falar desse momento, do agora, e ignorar aqueles que o antecederam. Os momentos em que eu estava lá no barraco, lá na Vila São José, no Jardim das Imbuias e minha mãe cantava… E eu queria cantar, queria copiar a voz dela, copiar o jeito dela de cantar. Então tudo começa ali", explica.
Então pare de correr na esteira e vá correr na rua
Veja a beleza da vida no ventre da mulher
Pois quem não vive em verdade, meu bem, flutua
Ouça abaixo, o novo álbum na íntegra:
Baixe aqui gratuitamente o álbum "Espiral de Ilusão", acesso também pelo http://www.criolo.net/
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Arte da capa é feita pelo design Elias Andreato |
“quem sou eu pra fazer um disco de samba?”, questiona. "Claro, sou brasileiro, e se eu gosto de samba, e se vou fazer respeitavelmente, não há problema algum. Ao mesmo tempo, acredito que eu tinha que sentir dentro de mim o momento certo de poder me permitir viver isso. Porque é muito sério e é muito forte, não é qualquer coisa, sabe? Música é muito forte e samba é algo muito especial pra nós, pra todo nosso povo, pra nossa cidade, pra minha família. Mas não tem como falar desse momento, do agora, e ignorar aqueles que o antecederam. Os momentos em que eu estava lá no barraco, lá na Vila São José, no Jardim das Imbuias e minha mãe cantava… E eu queria cantar, queria copiar a voz dela, copiar o jeito dela de cantar. Então tudo começa ali", explica.
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Um dos melhores artistas e cantores, que o Brasil por certo, tem por se orgulhar |
Veja a beleza da vida no ventre da mulher
Pois quem não vive em verdade, meu bem, flutua
Ouça abaixo, o novo álbum na íntegra:
Baixe aqui gratuitamente o álbum "Espiral de Ilusão", acesso também pelo http://www.criolo.net/
domingo, 23 de abril de 2017
A TV ainda influencia os jovens?
A expansão da televisão nas
últimas décadas é um fenômeno importante e que muito influencia a vida dos
jovens, já que este veículo como instrumento de socialização, tem como objetivo
informar, divertir e educar. Mas será que a mídia está conseguindo fazer isso?
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| Série é baseada no livro homônio "Thirteen Reasons Why" (2007) de Jay Asher |
Após a exibição da série “13 Reasons Why”, muito repercutida nas redes sociais e que aborda temas como suicídio, estupro e bullying, incitou os jovens a falarem mais sobre o assunto, acarretando também, no suicídio de uma menina de doze anos em Itajaí, e num acréscimo nos pedidos de ajuda registrados pelo CVV – Centro de Valorização da Vida.
| Aaron Paul e Bryan Cranston interpretam, respectivamente, Jesse Pinkman e Walter White na série de Vince Gilligan |
Há pouco mais de três anos chegava ao fim a série americana “Breaking Bad” com cenas de violência, mortes e uso de drogas, atingindo picos de audiência em todos os EUA, e com ela, os números: a apreensão de metanfetamina nos aeroportos do Brasil aumentou 254%, segundo a Polícia Federal (PF), e o aumento do consumo da mesma droga retratada na série por todo os Estados Unidos, dados do Unodc – Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.
O consumo
de drogas, incitação à violência e preconceitos, a realidade condicionada e a
não representatividade oferecida pela TV, e amparado pelos nossos governantes,
afetam diretamente a conduta do jovem brasileiro, que tem papel vital na
transformação do seu país. Para não ficar à mercê da alienação, os jovens em suas
escolas juntamente aos professores e durante todo o ensino, vejam a proposta e
abrangência dos programas, um assistir consciente, para não somente digerir o
que está sendo visto, mas tendo uma análise crítica a tudo que nos é
repercutido.
sábado, 22 de abril de 2017
Criolo - Menino Mimado
Um dos melhores rappers brasileiros e muito consagrado, ele mesmo: Les Criolexx, nosso amado Criolo, vai lançar seu álbum novo ainda esse mês, divulgado em sua página no twitter "Apresento a vocês o título do meu novo álbum "Espiral de Ilusão”, dedicado ao samba e a minha quebrada. #espiraldeilusão ".
Sem data prevista de lançamento do novo álbum, e aguardando ansiosamente sua participação na Virada Cultural de São Paulo este ano, ficamos com seu mais novo single, o samba político "Menino Mimado", lançado no último dia 14:
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