quinta-feira, 1 de junho de 2017

Riscos e consequências do tabagismo no Brasil e no Mundo

           O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de mortes evitáveis no mundo todo, onde nele habitam 2 bilhões de fumantes. A Organização considera a doença epidêmica, onde existe total dependência psicológica, física, mental e comportamental.

            São 6 milhões de mortos por ano, 200 mil só no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o cigarro também é responsável por 90% das mortes relacionadas ao pulmão; a impotência sexual, hipertensão arterial, paradas cardíacas e mesmo o câncer ocorrem frequentemente após o uso á longo prazo.



           Visando reduzir ainda mais o consumo de cigarros no país, o Brasil ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco feita pela OMS em 2005. Amparadas pela Lei Antifumo 9.294, de 1996 nas restrições adotadas constavam: a proibição de propagandas em lugares públicos, a sobretaxa de impostos na venda do produto; agentes de fiscalização em comércios, as empresas de tabaco também não podem patrocinar eventos ou shows.

           Para obter informações sobre o tabagismo, acesso o INCA, órgão do Ministério da Saúde que executa o Programa de Controle do Tabagismo no Brasil, ou ligue no Disque Saúde (136). Depois destes números, tranquilizo vocês com o som deste clássico:


terça-feira, 23 de maio de 2017

Shakespeare



"No mesmo instante em que recebemos pedras em nosso caminho, flores estão sendo plantadas mais longe. Quem desiste não as vê."

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Spotlight: Segredos Revelados

           "Spotlight: Segredos Revelados" é um filme denúncia estadunidense lançado em 2015 e que levou o Oscar de "Melhor Filme" e "Melhor Roteiro Original" no ano seguinte. Baseado na investigação feita pela equipe Spotlight do jornal americano The Boston Globe em 2000, rendeu ainda o Pulitzer de prestação de serviços públicos em 2003, um dos maiores prêmios na área de jornalismo e literatura.


           Apesar do pouco apelo comercial o filme chamou atenção pela pela premissa que é universal, investigações e escândalos permeiam o gosto do público, ainda mais quando uma delas estiver ligada a uma das maiores instituições religiosas do  mundo. O abuso sexual infantil cometido por padres ao longo de décadas e em larga escala atrelado a nequice e obstrução de provas por parte da Igreja Católica, não chega a ser atual como vemos no desenrolar do filme, mas volta aos holofotes quando abordados da maneira correta e com uma conduta ética pelos jornalistas.



           Ótimo exemplo de como se fazer o "bom" jornalismo, o novo diretor do Globe se depara com a seguinte questão quando quer acesso a informações sobre os padres em Boston: "quase 70% dos leitores do seu jornal são cristãos, acha mesmo que eles gostariam de ler sobre isso?", ao que o diretor responde: "Acho mesmo que pra eles isso seria interessante", visando o "sistema", a instituição por trás dos crimes, e não casos isolados.



O ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, ofuscou a relevância da notícia neste momento, uma vez que a nação tomada pelo sentimento de comoção e solidariedade, intercede ainda mais pelas figuras religiosas dos papas. Este critério de noticiabilidade, valores fundamentais e valor-notícia fica muito explícito já que vemos aqui a teoria do newsmaking.



           Publicado somente no início do ano de 2002, a matéria vem ao público com o título: "A Igreja permitiu abuso por padres durante anos", o êxito da suite começa a ser alcançado, no dia seguinte a redação estava inundada de telefonemas relatando casos de abusos parecidos. Aqui a teoria do agendamento ou agenda setting fica claro, pois dependendo do que a mídia ou jornal veicula, o público num curto, médio ou longo prazo inclui em suas preocupações e conversas diárias.



           Estereótipos, cuidado com as fontes, dinamismo, e responsabilidade jornalística de forma independente compõe este drama policial que é uma verdadeira ode ao jornalismo na dramaturgia.

domingo, 30 de abril de 2017

Quem é Malala?

              Malala é uma menina paquistanesa que mora no Vale do Swat, no dia 9 de outubro de 2012 foi baleado por extremistas do Talibã, a história que comoveu o mundo tomou forma em 2014, quando Malala recebeu o prêmio de Nobel da Paz pela ONU, dando voz as meninas muçulmanas que clamam por educação e direitos para as crianças, e principalmente, as mulheres.




           
              Malala Yousafz nasceu em meio aos golpes militares que assolavam a região do Oriente Médio no ano de 1997, seu nome tem por inspiração a ativista e heroína Malalai de Maiwand, morta num campo de batalha no Paquistão. No decorrer do livro, vemos histórias do dia a dia instável quando se vive numa região de conflito, com a fé que assola os muçulmanos, e quanto essa mesma fé vira extremismo nas mãos de quem "não conhece as verdadeiras histórias de Alá".

Malala Yousafzai faz apelo a educação para todas crianças do mundo em discurso na ONU em 2014
              O livro é divido em cinco partes Antes do Talibã; O vale da morte; Três meninas, três balas; Entre a vida e a morte e Uma segunda vida, nessas duas últimas, o leitor se prepara para a comoção, onde ela fala o que ocorreu após ser baleada.



              As histórias longas e teorias de conspiração vem em grande parte pela jornalista Christina Lamb, junto ao glossário e cronologia do Paquistão ao final. O relativismo cultural é a chave para este livro, quando nos deparamos com algumas ideias ou atitudes de outra região/religião, para discernir também, os verdadeiros adeptos da muçulmana, contra aqueles que buscam nela, uma via para o poder.






sexta-feira, 28 de abril de 2017

Espiral de Ilusão - Criolo

                   Ás 00h00 do dia 28, clamado por lutas e direitos ao longo do dia, Criolo lançou seu quarto álbum de inéditas "Espiral de Ilusão", com produção de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, as 10 faixas fazem esse consagração maravilhosa ao samba brasileiro, não deixando de lado o lado crítico e delicioso do artista.



Arte da capa é feita pelo design Elias Andreato

                  “quem sou eu pra fazer um disco de samba?”, questiona. "Claro, sou brasileiro, e se eu gosto de samba, e se vou fazer respeitavelmente, não há problema algum. Ao mesmo tempo, acredito que eu tinha que sentir dentro de mim o momento certo de poder me permitir viver isso. Porque é muito sério e é muito forte, não é qualquer coisa, sabe? Música é muito forte e samba é algo muito especial pra nós, pra todo nosso povo, pra nossa cidade, pra minha família. Mas não tem como falar desse momento, do agora, e ignorar aqueles que o antecederam. Os momentos em que eu estava lá no barraco, lá na Vila São José, no Jardim das Imbuias e minha mãe cantava… E eu queria cantar, queria copiar a voz dela, copiar o jeito dela de cantar. Então tudo começa ali", explica.



Um dos melhores artistas e cantores, que o Brasil por certo, tem por se orgulhar
Então pare de correr na esteira e vá correr na rua
Veja a beleza da vida no ventre da mulher
Pois quem não vive em verdade, meu bem, flutua 

Ouça abaixo, o novo álbum na íntegra:





 Baixe aqui gratuitamente o álbum "Espiral de Ilusão", acesso também pelo http://www.criolo.net/





domingo, 23 de abril de 2017

A TV ainda influencia os jovens?

A expansão da televisão nas últimas décadas é um fenômeno importante e que muito influencia a vida dos jovens, já que este veículo como instrumento de socialização, tem como objetivo informar, divertir e educar. Mas será que a mídia está conseguindo fazer isso?

Série é baseada no livro homônio "Thirteen Reasons Why" (2007) de Jay Asher
                 
               Após a exibição da série “13 Reasons Why”, muito repercutida nas redes sociais e que aborda temas como suicídio, estupro e bullying, incitou os jovens a falarem mais sobre o assunto, acarretando também, no suicídio de uma menina de doze anos em Itajaí, e num acréscimo nos pedidos de ajuda registrados pelo CVV – Centro de Valorização da Vida.

Aaron Paul e Bryan Cranston interpretam, respectivamente, Jesse Pinkman e Walter White na série de Vince Gilligan

                Há pouco mais de três anos chegava ao fim a série americana “Breaking Bad” com cenas de violência, mortes e uso de drogas, atingindo picos de audiência em todos os EUA, e com ela, os números: a apreensão de metanfetamina nos aeroportos do Brasil aumentou 254%, segundo a Polícia Federal (PF), e o aumento do consumo da mesma droga retratada na série por todo os Estados Unidos, dados do Unodc – Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.



                O consumo de drogas, incitação à violência e preconceitos, a realidade condicionada e a não representatividade oferecida pela TV, e amparado pelos nossos governantes, afetam diretamente a conduta do jovem brasileiro, que tem papel vital na transformação do seu país. Para não ficar à mercê da alienação, os jovens em suas escolas juntamente aos professores e durante todo o ensino, vejam a proposta e abrangência dos programas, um assistir consciente, para não somente digerir o que está sendo visto, mas tendo uma análise crítica a tudo que nos é repercutido.


sábado, 22 de abril de 2017

Criolo - Menino Mimado


             Um dos melhores rappers brasileiros e muito consagrado, ele mesmo: Les Criolexx, nosso amado Criolo, vai lançar seu álbum novo ainda esse mês, divulgado em sua página no twitter "Apresento a vocês o título do meu novo álbum "Espiral de Ilusão”, dedicado ao samba e a minha quebrada. #espiraldeilusão ".

           Sem data prevista de lançamento do novo álbum, e aguardando ansiosamente sua participação na Virada Cultural de São Paulo este ano, ficamos com seu mais novo single, o samba político "Menino Mimado",  lançado no último dia 14:





sexta-feira, 21 de abril de 2017

Ginsberg

CANÇÃO
O peso do mundo
é o amor.
Sob o fardo
da solidão,
sob o fardo
da insatisfação


o peso
o peso que carregamos
é o amor.


Quem poderia negá-lo?
Em sonhos
nos toca
o corpo,
em pensamentos
constrói
um milagre,
na imaginação
aflige-se
até tornar-se
humano —


sai para fora do coração
ardendo de pureza —


pois o fardo da vida
é o amor,


mas nós carregamos o peso
cansados
e assim temos que descansar
nos braços do amor
finalmente
temos que descansar nos braços
do amor.


Nenhum descanso
sem amor,
nenhum sono
sem sonhos
de amor —
quer esteja eu louco ou frio,
obcecado por anjos
ou por máquinas,
o último desejo
é o amor
— não pode ser amargo
não pode ser negado
não pode ser contido
quando negado:


o peso é demasiado

— deve dar-se
sem nada de volta
assim como o pensamento
é dado
na solidão
em toda a excelência
do seu excesso.


Os corpos quentes
brilham juntos
na escuridão,
a mão se move
para o centro
da carne,
a pele treme
na felicidade
e a alma sobe
feliz até o olho —


sim, sim,
é isso que
eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis
voltar
ao corpo
em que nasci.



ARTE É ILUSÃO, POIS EU NÃO AJO
Fico ou Parto – com constante alegria
Meus pensamentos, embora céticos, são sagrados
Santa prece para o conhecimento ou puro fato.


Então enceno a esperança de que posso criar
Um mundo vivo em torno de meus olhos mortais
Um triste paraíso é o que imito
E anjos caídos cujas asas perdidas são suspiros.


Neste estado não mundano em que me movimento
Minha Fe e Esperança são diabólica moeda corrente
Em mundos falsificados, cunho pequenos donativos
Em torno de mim, e troco minha alma por amor.
.

sábado, 1 de abril de 2017

Reforma trabalhista privatiza direitos ao trabalhador brasileiro

             Para o sociólogo britânico Thomas Humphrey Marshall: “quando dizemos que um homem pertence às classes trabalhadores, pensamos no efeito que seu trabalho produz sobre ele, ao invés do efeito que ele produz em seu trabalho” (MARSHALL, p. 61), pouco mais de meio século depois, a epígrafe ainda é atual.

             Do modo de produção escravocrata e feudal, para o capitalismo que sustentamos hoje, podemos observar uma breve mudança em algumas definições para cada grupo específico, remuneração e direitos. Não precisamos ir muito longe para exemplifica-los: o conceito de trabalho escravo contemporâneo, reforma trabalhista e terceirização na prestação de serviços, entre outras atrocidades, atingem de modo nefasto o trabalhador brasileiro.

             "Temos dificuldades, temos. Muitas vezes, precisamos equilibrar as contas públicas. Por isso as reformas e as readequações não podem ficar paralisadas. Já passamos o teto de gastos, já aprovamos a reforma do ensino médio, que era fundamental. Temos a readequação trabalhista, que será feita por lei ordinária, portanto, talvez, com maior facilidade de aprovação e fruto de um acordo entre empresários, empregadores e empregados”, o ultraje, seguido pela sequência de falhas cometidas pelo seu governo, anunciado pelo vice-presidente Michel Temer, elucida tais fatos.



             Perante este cenário, a missão do comunicólogo, e principalmente, do jornalista, é driblar os empecilhos causados pelas instituições que detém o acesso a notícia. Direto a informação, clareza nos fatos, conhecimento e prática dos seus direitos, é imprescindível para o cidadão brasileiro. Aliado a isso, temos que constantemente ter uma visão atualizada do mundo, sua formação política e sociológica, respaldado pelo relativismo cultural, desmistificando ideias retrógradas e consequentemente, desencadeando acontecimentos na sociedade, é observado em larga escala como êxito na profissão.

             Na pós-modernidade, é fundamental que as relações de trabalho entre empregador e empregado carecem de uma nova análise da sociedade. Governo e Estado brasileiro tem que imediatamente se unirem, extinguindo a vertente corrupta que leva consigo desde a época do Império, para assim, produzir os efeitos do trabalhador no Brasil, como previsto por Marshall no início: mais do que somente fazer valer os direitos humanos do cidadão (relativo no mundo contemporâneo), e sim almejar uma qualidade de vida não mínima ou estável, mas equiparável aos que são a base e o alicerce para Economia e Política nacional.


quinta-feira, 9 de março de 2017

O preconceito e a violência contra a comunidade LGBT no Brasil


O preconceito, em qualquer lugar do mundo, é inevitável. Apoiados em suas crenças e costumes, os seres humanos existem interpretando todos os tipos de situações e pessoas, daí, o que vem a contrariar tais crenças, imediatamente é recusado. Tal interpretação, não deriva preconceito, para se transformar em tal, ela carece de ser compreendida por uma comunidade e permanecer consigo até ser irrefletidamente uma verdade incontestável, sendo este, o preconceito, uma interpretação coletiva e duradoura.





O Brasil é um país onde vive dezoito milhões de homossexuais, um deles é morto a cada 26 horas (dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia), única e exclusivamente por serem o que é. Atualmente, o único auxílio que Governo tem com a comunidade gay é uma união estável, que não dá respaldo a outros direitos como adoção e casamento, e a inconcebível criminalização da homofobia, barrado de maneira estarrecida pela bancada evangélica, presença esmagadora na Câmara dos Deputados, a PLC122, que está a uma década sendo discutida. O que vemos no exterior é uma cena gradativa, cada população tem acesso e domínio àquilo que está preparada para absorver e a ser oferecido. Em pouco mais de meia dúzia de países existem leis que dão o direito mínimo aos homossexuais, em contrapartida, em mais de 80 países, onde se vive 2,7 bilhões de pessoas, a homossexualidade é vista como um crime, 13 destes países a mesma é punida com sentença de morte.


Servir de consolo dá um teor de submissão, que tem que ser substituído pelo substantivo orgulho e empoderamento para tais minorias (sim, os gays, junto com as mulheres, negros, deficientes, pobres, são minoria no nosso país, ofuscado pela maioria majoritária),o que me traz a consciência um caráter lenitivo é que não podemos usar erros, acertos e fatos aceitos no passado para entender o presente, que estamos em pleno processo de transição, e que o amanhã será melhor que hoje.